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Reflexões 24.05.01

  • Foto do escritor: Lu_rsr
    Lu_rsr
  • 9 de mai. de 2024
  • 5 min de leitura

SONHO


Sonho. Desde muitos novos nos ensinam que o mundo gira em torno deles. Que nossas forças se entrelaçam nos desenhos de um desejo. Que nossa felicidade abraça sua realização. Quão real é o futuro de indivíduos que buscam aquilo que acaricia a mente com cheiros de promessas e sabores de recompensas?

 

Uma casa. Abrigo, refúgio, amparo. De um convívio, de um deslocamento, de uma produtividade que nos exaure. Como seria encontrar um lar que te recebe com afeto e gratidão? Que acolhe sua personalidade, suas dores, suas emoções. Que te inspira, te renova, transparece quem você é. Mas somos condicionados a sonhar. Com algarismos. Número de quartos, salas, banheiros. Vagas. Metragens de lotes, ambientes, mobílias. Privilégios. Preços de acabamentos, acessórios, eletros. Automação. Nós somos maiores que os sonhos. Mas optamos por construir casas ao invés de lares. Optamos por definir propósitos ao invés de cultivarmos nossas essências. Optamos por replicar acertos ao invés de transformarmos ao efêmero.

 

Quão presente é o contexto de um sonho? Queremos ser visionários, quando sequer vemos à realidade. Quem são os animais, os vegetais, os seres animados e inanimados que floreiam nossas expectativas? Ou será esse sonho tão maravilhoso que os materializamos em quadros de museu? Um ponto focal. Um estado. Isolado. Descolado desse instante que vivemos. Podemos aprender com ele. Podemos apreciá-lo. Podemos pagar fortunas em um leilão ou, centavos em uma feira local. Depende do público-alvo. Ou da cultura da empresa. Ou da causa humanitária. Será realmente isso que nos move?

 

Olhamos para nossas diferenças, para as vantagens que posso ganhar em relação aos outros, para um ideal tão cruel quanto discriminativo. Eu determino a quem me ouve, a quem me serve, a quem ofereço meus produtos e serviços. Eu escolho meu pedaço de terra e precifico ao meu valor. Porque eu valho mais. Cada dia mais. Porque quem paga nunca paga a minha valia. Como se produtos e serviços fossem da ordem do dinheiro. Quando são matérias-primas da Natureza, quando somos partes da cooperatividade humana. Dinheiro é o sonho de muitos. É o que compra a imagem da casa, do carro, da identidade. É o que paga as contas, a inovação, nosso nível social. Nos escravizamos ao trabalho e menosprezamos aos serviços cujas competências exigidas são menores que as minhas.

 

Não. O mundo não gira em tornos dos sonhos. Mas em torno das moedas. Como posso eu escolher entre um morador de rua ou um rei, se só vejo a você – que bate em minha porta, que me chama em silêncio, que faz parte do meu todo? Questiona à minha palavra? Por que não, à sua moeda, ao seu ideal, ao seu Eu? Eu busco aquilo que nos une, nos expande em nossa essência, nos inspira a cooperar para a prosperidade da nossa Terra, do nosso Ecossistema, do nosso Universo.

 

Eu proponho a transformação profunda. A transformação real. A transformação do sentir e respeitar a nossa Existência. Onde a minha energia seja um sistema dinâmico de partículas de um raio solar, de um tsunami, de uma lava vulcânica, de uma tempestade de areia. Mesmo q eu afete um único Ser, um único Lugar, uma única família, um único terreno, uma única comunidade, um único bairro, uma única nação, uma única cidade, uma única espécie, um único continente. Que estejam abertos ao por vir. Essa é a nossa Terra. Nossa oportunidade do Viver. Ainda que eu seja um bebê assustado olhando para esse Cosmo. Aprendendo, em cada instante, um novo grito de misericórdia. Descobrindo, a cada dia, uma nova parte de mim, do nosso todo. A vida não tem tamanho, nem preço, nem expectativa. A Vida tem potência. A potência do transformar. Do transcender. Do reverberar. Nós sentimos. Nós pertencemos. Nós coexistimos. Somos Luz. Somos Paz. Somos Conexão.

 

Eu me disponibilizo ao auxílio na construção de lares, de lugares coletivos, de prosperidade. De encontros e descobertas em experiencias próprias e coletivas. Com objetivo de valorizar a essência de cada Ser Humano. Reconectando, por meio da espacialidade física, seu Lugar no mundo. Encontrando as forças de caráter, autenticidade e expressão do valor de cada pessoa dentro da nossa sociedade. Um repensar sobre o significado de Cultura e compreensão de contextos, buscando pelo nosso melhor Ser e pela Paz entre nós.

 

Por meio de investigação aprofundada da percepção psicofísica dos espaços e da essência do seu Ser, levantando necessidades mentais, físicas e funcionais (reais e idealizadas), a partir de hábitos e pertences afetivos (prejudiciais e benéficos), compreendendo a busca pelo Sentido e pela Intensão do seu Viver. Sob formato de encontros (entrevistas abertas com questionários estruturados, semiestruturados ou livres) – conforme demanda específica de cada um (em meio físico ou plataforma virtual). Utilizando complementarmente ferramentas de acordo com as características da pessoa (formulários, missões, exercícios, desafios e outras que venham a ser necessárias).

 

Somente, então, tenho condições de compor ao seu Eu em mim e materializar a síntese de sua Personificação no contexto que se situa – uma materialidade espacial que transpareça quem você é e estimule uma rotina funcional e inspiradora ao seu desenvolvimento humano. Seja por meio de consultorias onde oriento as etapas, ações ou providencias a serem realizadas conforme disponibilidade dos recursos referentes; seja por meio do desenvolvimento de etapas de um projeto arquitetônico (parcial ou completo), até sua execução in loco. Sempre me voltando à construção da sua conexão com o Lugar e seu sentido de Pertencer ao nosso cosmo. Eis aqui minha atuação arquitetônica urbanística. Mas não somente.

 

Quando somos capazes de encontrar nossa relação de Pertencimento, vemos ao ambiente, aos outros, ao ecossistema. Porque somos parte desse Todo. Eu amo ao meu piso, ao meu teto, ao meu estar. Muita energia circula para a existência dessa materialidade. Eu cuido da minha pia, do meu sofá, da minha comida. Eu sou grata a tudo e todos aqueles que possibilitaram uma transformação da Natureza em extensão corporal de mim. Eu me inspiro a desejar o desenvolver, o prosperar, o Pertencer de todos. E no Pertencer está a essência do Compartilhar. Nós somos maiores do que uma conta bancária, um imóvel, uma cidade, uma sociedade. Nós somos a realidade. O movimento. A energia vital.

 

Se não somos humanos o suficiente para nos vermos como pares, como aprendizes, como um todo, eu escolho me exilar daqueles que negam à própria espécie. Se não posso ser parte, me recuso a ser escrava de um sistema que nos definha. Eu desafio ao sistema – não às pessoas, nem ao planeta. Estes são parte de mim, são quem sou. Minha Existência. Quem sabe a Natureza me oportunize um Viver que partilhe meu esforço e sofrimento terreno. Então, aqui estou. Construindo, com os Elementos, ao nosso encontro. E você, onde está?

 

Eu não tenho um sonho. Tenho uma força intrínseca que me possibilita auxiliar aos Seres o cultivar da Vida. Todos nós temos. Mas deixamos de senti-la quando sobrecarregamos nossa mente arquitetando as etapas da tangibilidade de um sonho. Quando tentamos imobilizar e simplificar a complexidade do mundo. E os sonhos estão nos levando a galopes rumo à Morte. Não reagimos às nossas emoções, não entendemos aos nossos sentimentos. Os encaixotamos na Irracionalidade. E doamos essa caixa ao mercado manipulativo dos parcelamentos bancários de um sonho. Na esperança de seremos recompensados com os juros de um desviver. Escravos da ilusão do poder, do ter, do Eu. Juros justificados por conceitos, teorias, discursos. Juros justificados por correntes. Que nos movem a novos sonhos.

 

Talvez eu chore ao olhar para o horizonte Humano, mas, quem sabe, minhas lágrimas encham aos lençóis que secamos com nossas extrações degenerativas da Terra. Quem sabe meu canto melancólico devolva a voz aos animais que calamos. Quem sabe meus suspiros restaurem ao ar que poluímos. Quem sabe, em meu luto, ressoe o nosso perdão.

 

Sonhos. Será que são tão grandes quanto nos vendem? Qual o custo do individualismo, do egocentrismo? Para minha saúde física-mental, para nosso relacionamento coletivo, para nossa preservação ecossistema? Somos partes. Não unidades. A realidade é nosso Lar. A Terra, nossa mãe. O Cosmo, nosso pai. Olhemos para quem somos nesse universo. Olhemos para como participamos do movimento energético. Olhemos para o porquê da nossa Existência.


Escrito por @Lu_rsr

 
 
 

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